>Percy Jackson e os Olimpianos!

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Para quem gosta de Mitologia, a saga de Percy Jackson e os Olimpianos já está disponível no Parmandili - pelo menos os quatro primeiros volumes!
O quinto volume, que deve fechar a saga, continua inédito.

São eles:

"O Ladrão de Raios"
"O Mar de Monstros"
"A Maldição do Titã"
e
"A Batalha do Labirinto"

São histórias do jovem Perseus Jackson, que vive em New York e que descobre que, sem que os humanos se deem conta, existem deuses e semideuses vivendo entre eles, no mundo moderno... e todas as tradições e os perigos contidos nos mitos Greco-Romanos estão por aí, à nossa espera.

Os livros já podem ser requisitados para empréstimo!
É só falar com Shelob e entrar na fila...

>NOVAS AQUISIÇÕES DO PARMANDILI

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Boas notícias para quem gosta de ler!

Temos novas obras no acervo do Parmandili, várias doações e até recuperações de obras que tinham sido dadas por perdidas.

Nossa amiga Lúthien encontrou alguns livros do acervo antigo, que tinham sumido. Como:

O retorno à cultura arcaica, de Terence McKenna (não-ficção)
Tchau. de Lygia Bojunga (infanto-juvenil)
Morte, a Festa - do universo de Sandman, de Jill Thompson (HQ)

E nos últimos meses recebemos as seguintes doações:

de William Goldoni: O Protocolo Anúbis

de Anne Rice:
A Múmia
A Hora das Bruxas Volume II
Lasher

de H. K. Fauskanger, o maravilhoso
Curso de Quenya, a mais bela língua dos Elfos

E nossa nova compra:
O Silmarillion
, de J. R. R. Tolkien!

Todos esses livros estão sendo tombados e logo estarão à disposição dos cadastrados no Projeto Parmandili.
Aguardem em breve o aviso de disponibilidade!

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>A Hora das Bruxas

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Rice, Anne
Rio de Janeiro: Rocco, 1994

Livro excelente! Muito bem escrito, com um pano de fundo muito bem elaborado.

O livro se divide em duas partes: a primeira é da apresentação dos personagens, girando em torno da família Mayfair, da Louisianna. Alguns vão sumir, só serviram para dar um ponto de vista sobre a família; e outros vão continuar. A história é muito bem desenvolvida, com muito suspense.

A segunda parte é um relatório sobre a família Mayfair, a história dela, onde aprendemos que se inicia desde o século XVII, com uma mulher que se considerava bruxa, e continua até os dias de hoje, ou melhor, até o fim dos anos 80 do século passado...

Uma história sensacional, sem dúvida.

Trecho:
Por que os pátios das quatro estalagens da cidade estavam lotados de cavalos e carruagens? E por que tanta gente se alvoroçava, falava e apontava para a janela alta e gradeada da prisão acima do palanque e depois para a horrenda pira?
Teria algo a ver com a festa de São Miguel, que seria no dia seguinte?
Não houve uma pessoa a quem eu perguntasse que hesitasse em me esclarecer que tudo aquilo não tinha nada a ver com o santo, embora essa catedral fosse a ele dedicada, a não ser que houvessem escolhido o seu dia para melhor agradar a Deus e a todos os seus anjos e santos com a execução da bela condessa que deveria ser queimada viva, sem direito a ser estrangulada antes, de modo a servir de exemplo para todas as bruxas das redondezas, que eram inúmeras, embora a condessa não houvesse denunciado absolutamente nenhuma das suas cúmplices mesmo submetida a torturas indescritíveis, tão forte era o poder do demônio sobre ela. Mas os inquisidores iam descobri-las de uma forma ou de outra.

Resenha de Patrícia "Fimbrethil"

>A Metamorfose

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Kafka, Franz. Rio de Janeiro: Ediouro/ São Paulo: Publifolha, 1998

Surrealismo, Ficção Absurdista, Realismo Mágico... Muitos rótulos têm sido aplicados à literatura da Franz Kafka. Esse autor tcheco de origem judaica, que escrevia em alemão, compôs uma obra em que abundam os símbolos e as inquietações da vida moderna, muito embora tenha vivido apenas de 1883 a 1924. Em A Metamofrose, ele nos apresenta um pesadelo tornado realidade para o personagem Gregor Samsa, transformado em barata. E se as implicações e complicações da vida real forem tanto, ou mais assustadoras do que as imagens aterrorizantes dos pesadelos? Neste livro, além da incrível história de Samsa, temos ainda ou outro conto de Kafka, Um Artista da Fome, em que conhecemos uma situação absurda e que tem estreita relação com os reality shows da época atual: um homem pratica o jejum profissionalmente, como parte de um espetáculo público. Seja nessa história, ou na incrível aventura do homem-barata, não se pode negar que Kafka é um autor nascido no século XIX mas que continua muito atual neste século XXI...

Trecho: Quando certa manhã Gregor Samsa despertou, depois de um sono intranquilo, achou-se em sua cama convertido em um monstruoso inseto. Estava deitado sobre a dura carapaça de suas costas, e ao erguer um pouco a cabeça viu a figura convexa de seu ventre escuro, sulcado por pronunciadas ondulações, em cuja proeminência a colcha mal podia aguentar, pois estava visivelmente a ponto de escorregar até o solo. Inúmeras patas. Lamentavelmente esquálidas em comparação com a grossura comum de suas pernas, ofereciam a seus olhos o espetáculo de uma agitação sem consistência.

– Que me aconteceu?

Resenha de Rosana “Shelob”, que é membro da Toca SP do CB desde 2001.

>Náufragos, Traficantes e Degredados

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Bueno, Eduardo. Rio de Janeiro: Objetiva, 1998

A realidade, às vezes, pode ser tão fascinante quanto a ficção. Ou mais. E isso é que o autor Eduardo Bueno está provando, com sua série de livros sobre a história do Brasil. Neste Náufragos, Traficantes e Degredados temos o início da saga da colonização de nossas terras pelos portugueses. De 1500 a 1531, aventuras inacreditáveis se deram em nossas terras, com personagens cujos nomes conhecemos – Colombo, Cabral, Américo Vespúcio, e outros menos falados, como Gonçalo Coelho, Pedro Annes, Melchior Ramires. Uma saga incrível, que daria para rechear não um, mas vários filmes épicos, com direito a estratégias, batalhas, traições, amores. De Vasco da Gama ao Padre Manuel da Nóbrega, de Fernando e Isabel de Espanha a João Ramalho e sua amante Bartira, este mergulho na nossa história não fica devendo nada à ficção!

Trecho: Nessa ilha, no mesmo dia ou no seguinte, Diego Garcia encontrou um dos personagens mais sombrios da história do Brasil – o homem a quem ele chamou de o Bacharel de Cananéia. Não se sabe quem esse homem era, nem como ou quando havia chegado ao Brasil. Sabe-se, isso sim, que se tornara uma espécie de rei branco vivendo entre os índios; que tinha pelo menos seis mulheres, mais de 200 escravos e mais de mil guerreiros dispostos a lutar por ele; que era temido e respeitado por todas as tribos costeiras desde São Paulo até Laguna e que não havia quem ousasse desafiar o seu poder. O Bacharel de Cananéia era o virtual senhor do litoral sul do Brasil.


Resenha de Rosana “Shelob”, que é membro da Toca SP do CB desde 2001.

>A Volta ao Mundo em 80 dias

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Verne, Júlio. Tradução de Vieira Neto. São Paulo: Hemus, s/d

O inglês Fíleas Fogg levava uma vida metódica, sempre igual. Até o dia em que uma aposta maluca o leva a sair em viagem, tentando provar que se poderia dar a volta ao mundo em apenas oitenta dias! Junto com seu criado, o francês Passepartout – que nesta tradução é chamado pelo apelido Fura-vidas –, eles se metem em dezenas de encrencas, pois além de ter de lidar com o imprevisto em todos os cantos do mundo, para chegar a tempo e ganhar a aposta, eles são perseguidos por um policial que quer prendê-los a todo custo! Obra do francês Júlio Verne, escrita no século XIX.

Trecho: Fíleas Fogg estava na prisão. Haviam-no encerrado em dependência da Alfândega de Liverpul, e devia passar ali a noite, à espera de ser transferido para Londres. No momento de sua detenção, Fura-Vidas quis lançar-se sobre o detetive Fix, mas os policiais impediram-no. Fura-Vidas explicou a Aouda, que, além de inquieta, estava aterrada. Fogg, aquele valente e honrado cavalheiro, a quem ela devia a vida, estava detido como ladrão... As lágrimas sulcaram as faces da jovem, quando viu que nada podia fazer para socorrer o seu salvador. Quanto a Fix, tinha detido Fogg, fosse ou não culpado, porque era esse o seu dever. A Justiça decidiria.

Resenha de Rosana “Shelob”, que é membro da Toca SP do CB desde 2001.

>Harry Potter e a Pedra Filosofal

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Rowling, J. K. Tradução de Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2000

Esta é primeira aventura do garoto inglês Harry Potter, que daria início a uma saga literária e a uma série de filmes cujo sucesso de público, tanto dos leitores como dos fãs de cinema, surpreendeu o mundo e tornou Joanna Kathleen Rowling uma das mulheres mais ricas do mundo.

Em Harry Potter e a Pedra Filosofal, temos a introdução da história do menino que descobre ser descendente de uma linhagem de feiticeiros, e não uma pessoa comum como imaginava; os comuns, muggles no original, e chamados trouxas em português, não apenas não possuem poderes mágicos mas, na maioria, não acreditam em magia ou feitiços. Apesar disso, o mundo desses portadores de poderes existe paralelamente ao nosso, com os magos e feiticeiros disfarçando os vestígios de sua existência, enquanto nós, pobres muggles, vivemos na ignorância desse mundo que, sem dúvida, é maravilhoso; mas esconde também poderes sinistros e perigos incontestáveis.

Vemos como Harry, aos 11 anos, descobre sua verdadeira origem; conhece a verdade sobre a morte de seus pais; inicia sua vida escolar na escola de Hogwarts; e, com a ajuda dos amigos Ronald Weasley e Hermione Granger, sob os auspícios do mago Dumbledore e entre as ameaças do maligno, embora desaparecido, Voldemort, aquele-que-não-deve-ser-nomeado, investiga o mistério da Pedra Filosofal.

Trecho: Harry acordou cedo na manhã seguinte. Embora soubesse que já era dia, continuou com os olhos bem fechados. “Foi um sonho”, disse a si mesmo com firmeza. “Sonhei que um gigante chamado Rúbeo Hagrid veio me dizer que eu ia para uma escola de magia. Quando abrir os olhos estarei em casa no meu armário.”
De repente ouviu um ruído alto de batidas.
“É a tia Petúnia batendo na porta!” pensou Harry, desanimando. Mas, ainda assim, não abriu os olhos.Tinha sido um sonho tão bom.
Bum. Bum. Bum.

– Está bem – resmungou Harry. – Já estou levantando.
Sentou-se e o pesado casaco de Hagrid escorregou de seu corpo. O casebre estava inundado de sol, a tempestade passara, o próprio Hagrid estava dormindo no sofá desmontado e havia uma coruja batendo com a garra na janela, trazendo um jornal no bico.

Resenha de Rosana “Shelob”, que é membro da Toca SP do CB desde 2001.

>Explicando Tolkien

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KYRMSE, Ronald. São Paulo: Martins Fontes, 2003

Considerado um dos maiores, senão o maior, especialista na literatura de Tolkien em terras brasileiras, Ronald Kyrmse demorou décadas para convencer a si mesmo de que deveria escrever um livro sobre o Professor, para ajudar as novas gerações a compreender melhor a força e a complexidade que emanam da obra do autor de “O Senhor dos Anéis”.

Em “Explicando Tolkien”, Kyrmse não se limita a cumprir o que diz o título do livro. Além de explicar vários dos elementos formadores da ficção Tolkieniana, o autor monta um verdadeiro quebra-cabeças, abordando os aspectos mais diversos em que essa ficção se desdobrou. No capítulo “Mitos em Três Dimensões”, por exemplo, Kyrmse realiza uma leitura das obras que se passam na Terra-média explorando três das formas com que Tolkien deu uma enorme aparência de realidade ao universo ficcional que criou: a Diversidade, a Profundidade e o Tempo.

Vale a pena ler “Explicando Tolkien” para compreender melhor o porquê do fascínio que “O Senhor dos Anéis” e outras obras do Professor despertam em nós.

Trecho:

Este livro trata, na verdade, da Árvore de Tolkien. Essa denominação, que pessoalmente aprecio muito, deriva de um conto de J. R. R. Tolkien que muitos tomam por uma metáfora de sua própria obra. Segundo o próprio autor, foi escrito em 1938-39,

“quando o Senhor dos Anéis estava começando a se desenrolar e a desdobrar perspectivas de labuta e exploração em uma região ainda incógnita, tão assustadora para mim como para os hobbits. Mais ou menos nessa época havíamos chegado a Bri, e eu não tinha então mais idéia do que eles do que acontecera a Gandalf, nem de quem era Passolargo; e começara a desesperar-me de sobreviver para descobrir. [...]

A história só foi publicada em 1947 (Dublin Review). Não foi alterada desde que tomou a forma de manuscrito, muito depressa, certo dia, quando acordei com ela já na mente. Uma de suas fontes foi um álamo de grandes ramos que eu conseguia ver mesmo estando deitado na cama. Foi subitamente podado e mutilado pelo dono, não sei por quê. Agora está derrubado, uma punição menos bárbara para quaisquer crimes de que possa ter sido acusado, tais como ser grande e estar vivo. Não acho que tivesse algum amigo, ou alguém que o lamentasse, exceto por mim e um par de corujas (Tree and Leaf)."

Resenha de Rosana “Shelob”, que é membro da Toca SP do CB desde 2001.


>A Morte de Artur

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MALLORY, Sir Thomas. Thradução de Jane Roberta Lube Conté. Brasília: Thot Livraria e Editora, 1987.

O ciclo Arthuriano compreende todas as narrativas que atravessaram a Europa durante a Idade Média e posteriormente com as histórias de Arthur, Guinevere, Merlin, Lancelot, Nimue e os cavaleiros da Távola Redonda. Tais aventuras estavam repletas de elementos pagãos, Celtas, Saxões, Normandos e se mesclaram a temas cristãos, formando um corpus de lendas em que realidade e mito se confundem.

Estes romances (e que podem inclusive ter dado início à palavra e ao conceito de romance) foram cantados por menestréis em versos nas cortes da Bretanha, hoje parte da França; migraram para a ilha chamada pelos romanos de Britania, misturaram-se com lendas de cada local por onde passaram, e foram recontados em várias formas, chegando aos dias de hoje graças aos cronistas que os registraram em vários momentos da história da literatura de língua inglesa.

Um deles foi Sir Thomas Mallory, personagem controverso de quem se sabe apenas que morreu em 1417, sendo outros fatos de sua vida, e mesmo sua origem, pontos de discussão. Seja como for, a narrativa original é típica de uma era medieval repleta de superstição e religiosidade, de fantástico e de cavalheirismo. Juntamente com a História dos Reis da Bretanha, de Geoffrey de Monmouth, esta coletânea de aventuras das figuras lendárias de Arthur, Merlin e seus contemporâneos tornou-se fonte de quase toda narrativa sobre os tempos do amor cortês e os primórdios da história de Gales e da Inglaterra.

Constam desta excelente tradução, que adaptou com cuidado o inglês arcaico para o português, mantendo as repetições e expressões típicas da época, cinco dos 21 livros do original de Mallory.
É leitura obrigatória para qualquer estudioso da mitologia e das origens da literatura, bem como de todos que apreciam a cultura medieval ou o sabor das narrativas dos tempos em que dragões assolavam a terra, cavaleiros davam a vida por suas amadas e morrer em batalha por seu rei era uma honra e uma obrigação.

Trecho: (...)
Viram que ela cingia uma espada nobre, o que causou grande admiração ao Rei Artur, tendo-lhe ele perguntado:
- Donzela, por que cinges esssa espada? Ela não te convém.
- Explicarei agora - respondeu ela. - Esta espada, que trago à cinta, me causa grande tristeza e inconveniência, pois não me posso livrar dela, a menos que surja um cavaleiro que precisa ser homem excepcionalmente bom nas mãos e nos feitos, e precisa ser homem sem baixeza ou engodo ou traição. (...)
Foi quando Balin tomou a espada pelo cinto e bainha e a retirou facilmente; e quando examinou a espada gostou muito dela. E o rei e os barões admiraram muito Balin, que foi bem sucedido na aventura, e muitos cavaleiros sentiram despeito dele.
- Certamente - disse a donzela - este é um cavaleiro excepcionalmente bom, o maior em dignidade, o melhor e o maior que achei, sem engodo, sem traição ou baixeza e muitas maravilhas fará. Agora, cavaleiro gentil e cavaleiroso, dá-me a espada de volta.
- Não - retorquiu Balin. - Esta espada guardarei, a não ser que me seja tirada à força.
- Bem - voltou a donzela -, tu não és sábio ao ficares com ela e tirá-la de mim, pois com esta espada matarás teu melhor amigo e o homem que mais estimas no mundo, e a espada será a tua destruição.

Resenha de Rosana “Shelob”, que é membro da Toca SP do CB desde 2001.