>Contos Inacabados

>

TOLKIEN, J. R. R. Contos Inacabados de Númenor e da Terra-média. Editado por Christopher Tolkien. Tradução de Ronald Eduard Kyrmse. S.Paulo: Martins Fontes, 2002.

Após a publicação do Silmarillion, este foi o livro em que Christopher Tolkien publicou vários fragmentos escritos por seu pai, contando passagens da grande história da Terra-média que não foram explicadas nos livros anteriores (O Hobbit, O Senhor dos Anéis e o Silmarillion). Dividido em quatro partes, Contos Inacabados nos traz relatos de fatos acontecidos nas três Eras de Arda.

Em relação à Primeira Era, temos a história de Túor até chegar a Gondolin, e uma versão do Narn i hin Húrin contendo comparações de versões antigas com a que foi publicada no Silmarillion. Sobre a Segunda Era encontramos histórias de Númenor, com mapa da ilha, a linhagem dos reis, a história de Aldarion e Erendis. Nessa parte do livro temos ainda uma pérola, a história de Galadriel e Celeborn, que elucida muitos dos pontos vagos de O Senhor dos Anéis. Na terceira parte do livro contempla-se a Terceira Era, com narrativas sobre Gondor, Rohan e a saga do Anel. Há um relato de Gandalf esclarecendo detalhes sobre sua participação nessa saga, desde que mandou os anões à casa de Bilbo até a destruição do Um Anel; e um apêndice narrando pontos importantes da história de Rohan. A quarta parte traz ensaios explicativos sobre os Drúedain, os Istari e os Palantíri, muitas notas, um glossário, um mapa.

Este é um livro para ser lido por quem já leu o SdA e o Silmarillion, e deseja detalhes sobre fatos acontecidos nas entrelinhas da narrativa tolkiendili que vai da Primeira à Quarta Era. Como contém vários relatos, sua leitura é mais suave que a dos outros livros, podendo ser saboreado aos poucos – uma Era por vez…

Trecho: “Assim foi que, na tardinha do dia seguinte, os Cavaleiros Negros toparam com Gríma Língua de Cobra, que se apressava a levar notícias a Saruman de que Gandalf chegara a Edoras, e alertara o rei Théoden dos desígnios traidores de Isengard. Naquela hora, o Língua de Cobra quase morreu de terror; mas, habituado à traição, teria dito tudo o que sabia diante de ameaças menores.”

Resenha de Rosana “Shelob”, que é membro da Toca SP do CB desde 2001.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *