>O Trílio Negro

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BRADLEY, Marion Zimmer; MAY, Julian; NORTON, Andre. Black Trillium. Tradução de Rodrigues, Aulyde Soares. Rio de Janeiro: Rocco, 1992.

Magia. O equilíbrio do mundo depende dela. Durante muito tempo, esse equilíbrio foi mantido, pois a Dama Branca, a Arquimaga, fez uso da magia para controlar a tênue paz entre Ruwenda, os países vizinhos e os povos não-humanos que habitam a península até as distantes montanhas, passando pelo perigoso Pântano Labirinto: nyssomus, uisgus, wyvilos. Mas agora tudo parece se romper, pois a Arquimaga se aproxima da morte e sua magia enfraquecida não pôde evitar que os Labornokis invadissem Ruwenda.

Voltrik, o Rei dos Labornokis, tem um aliado temível, o mago Orogastus; e ninguém sabe a extensão de sua sede de poder e de conhecimento. Ruwenda cairá sob o violento ataque e, para restaurar o equilíbrio rompido, a agonizante Arquimaga só poderá contar com as três irmãs gêmeas que são herdeiras do trono ameaçado: Haramis, Kadiya e Anigel. As jovens não sabem, mas possuem poderes ocultos, manifestados através das pétalas negras da Flor sagrada de Ruwenda, o Trílio, que cada uma delas traz consigo num pingente de âmbar.

As três filhas do Rei de Ruwenda terão de separar-se e fugir para não serem torturadas ou mortas, partindo numa busca desesperada em meio aos pântanos, montanhas e rios, entre povos hostis e até antropófagos, até encontrar três misteriosos talismãs. Juntos, esses talismãs ajudarão Hara, Kadi e Ani a desenvolver seus poderes e a se tornarem fortes o bastante para salvar Ruwenda e derrotar Orogastus.

Muito antes que fossem escritas histórias de manipulação da magia, como as de Harry Potter, ou do poder combinado de três irmãs, como em Charmed, O Trílio Negro e suas continuações, O Trílio de Sangue e O Trílio Dourado, nos trouxeram aventuras mágicas repletas de emoção, num mundo fantástico criado por três autoras de fantasia e ficção científica, reunidas por Marion Zimmer Bradley, autora de As Brumas de Avalon e da série Darkover.

Trecho: O manto manchado com o sangue da sua mãe, que envolvia a coroa, pendia ainda do seu ombro. Haramis abriu as pontas e olhou para a Coroa da Rainha com o âmbar que continha o trílio, até a dor nublar seus olhos. Pelo menos Voltrik não tem isto, pensou sombriamente, nem terá enquanto eu viver! Ele matou meus pais, mas eu vivo ainda, e Ruwenda é minha! Conteve as lágrimas. Eu sempre tive certeza de que seria rainha um dia – mas nunca imaginei que seria tão cedo… nem nestas circunstâncias! Espero que a Dama Branca possa me ajudar. Sem dúvida vou precisar de muita ajuda.

Resenha de Rosana “Shelob”, que é membro da Toca SP do CB desde 2001.

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